Em meio à turbulência provocada pelo fechamento do Ueno Bank, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, encaminhou ao Senado os nomes que pretende colocar no comando do Banco Central do Paraguai (BCP).
A indicação é de Raúl Vera Bogado para a presidência da instituição, enquanto Pedro Acosta e Edsel González são cotados para integrar o conselho diretor. As três nomeações dependem de aprovação constitucional do Senado e devem preencher vagas que deixaram o órgão com apenas dois dos cinco integrantes.
Peña justificou as escolhas pela experiência dos indicados no setor financeiro e no próprio Banco Central, especialmente em situações de crise.
O presidente também voltou a falar sobre os milhares de paraguaios afetados pela intervenção no Ueno Bank. Segundo ele, o governo trabalha em um projeto de lei que pretende garantir o ressarcimento de aproximadamente 98% dos depositantes da instituição, com os primeiros pagamentos previstos para começar ainda nesta semana.
“Proteger as economias dos paraguaios é a prioridade”, afirmou Peña, que também prometeu responsabilizar judicialmente aqueles que forem identificados como envolvidos nas irregularidades.
A recomposição da cúpula do Banco Central ocorre em um momento delicado para o sistema financeiro paraguaio, com o governo tentando transmitir segurança aos poupadores e evitar que a crise bancária provoque novos abalos de confiança.
