
A pedido do Não Viu?, o professor Carlos Kossar, especialista em estatísticas, fez uma análise da situação econômica do município na década que terminou.
Vejam, abaixo, o que ele constatou, com base em dados do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Portal da Prefeitura de Foz do Iguaçu.
1-) Nesta década que se findou, a cidade de Foz do Iguaçu sofreu um enorme êxodo de sua população, segundo a estimativa do IBGE: no censo de 2010, o número de habitantes era de 256 mil e, em 2019, aumentou para apenas 258 mil;
2-) A consequência desta fuga da população em idade ativa é o desaquecimento da economia da cidade;
3-) Este êxodo fica mais visível, quando comparado com o que ocorreu nas cidades vizinhas, como Cascavel e Toledo. Estas tiveram aumento em suas populações em mais de 15%, no mesmo período.
4-) Na composição da Receita Corrente de Foz do Iguaçu (dinheiro em caixa), verifica-se uma estabilidade dos repasses das Transferências Correntes, tanto pela União como pelo governo do Estado do Paraná no período de 2010 a 2019, resultado do fraco desempenho na cadeia produtiva;
5-) Porém, ao analisar o desempenho dos tributos pagos pelo contribuinte de Foz do Iguaçu, notamos um brutal aumento de impostos municipais;
6-) Prova disso é o fato de, em 2010, o valor pago pelos contribuintes de Foz do Iguaçu era de 19% da Receita Corrente (ou seja, de tudo o que o município recebeu), já em 2019, este percentual pulou para 34%;
6-) O Gráfico I demostra que, mesmo com todos indicadores apontando para a enorme recessão vivida pelo País, a partir de 2014, que resultou, em 2015, num PIB de -3,5%, aqui, no município de Foz, a voracidade arrecadatória da prefeitura se consolidou de forma crescente, conforme mostra o Gráfico II.









