Dança das cadeiras na Diretoria Técnica da Itaipu. Conheça quem são os novos gerentes

Foto: Alexandre Marchetti/IB

A Diretoria Técnica da margem brasileira da usina de Itaipu promoveu mudanças importantes nas equipes de Operação e Manutenção. Tomaram posse dois novos superintendentes, dois gerentes de departamento e dois gerentes de divisão.

A movimentação começou com a aposentadoria dos superintendentes Rui Jovita (Operação) e Cleber Pimenta (Manutenção), no último mês.

A empresa decidiu escolher dentro da própria equipe os novos gerentes, valorizando o time e levando a uma reacomodação em departamentos e divisões.

Dos seis recém-promovidos, uma curiosidade: quatro são mineiros, todos formados em Engenharia na Universidade Federal de Itajubá; e três deles são da turma de trainees do ano de 2000. Ao “clube de Minas” somam-se um paulistano e um paranaense.

Veja quem são e o currículo dos novos gerentes no Ler mais.

Superintendência de Operação (OP.DT)

Em março de 2020, José Benedito Mota Junior completa 30 anos de Itaipu. Nascido na pequena Cristina (MG), formado em Itajubá, ele se mudou para o Oeste do Paraná no final de dos anos 1980. Em 1990, ingressava na maior geradora de energia limpa e renovável do planeta.

Neste final de 2019, José Benedito tornou-se o líder do time responsável pela operação das 20 unidades geradoras de Itaipu, que abastecem 15% de toda a energia consumida no Brasil e 90% do Paraguai. Antes, atuava como gerente do Departamento de Operação do Sistema.

“A Operação já tem uma equipe coesa, funcionando muito bem. Temos que continuar gerando bem, mantendo o nível de produtividade das máquinas, sempre de olho no processo de atualização tecnológica”, afirma, lembrando que as mudanças serão intensas na próxima década.

“Nessa fase de situação hidrológica desfavorável enfrentada atualmenteestamos tirando o máximo de megawatt por metro cúbico de água. Essa é uma característica nossa: sempre fazer as máquinas operarem no melhor ponto possível”, completa José Benedito.

 

Superintendência de Manutenção (SM.DT)

O novo superintendente adjunto de Manutenção, Marco Aurélio Siqueira Mauro, também é formado na Universidade de Itajubá, sua cidade-natal. Ele ingressou na Itaipu há 19 anos, em 2000, e hoje tem sob seu comando a maior equipe da Diretoria Técnica. São 262 empregados brasileiros, além dos mais de 250 paraguaios.

Segundo Marco Aurélio, o grande desafio da área para os próximos anos será manter a qualidade e a excelência da manutenção, buscando melhorar sempre os índices e, ao mesmo tempo, participar do processo de atualização tecnológica. “Vamos passar por uma fase de transição, com a convivência de duas grandes famílias”, diz, citando as máquinas antigas (que, por causa da idade, tendem a apresentar maior incidência de falhas) e as modernizadas (que necessitarão de um período de ajustes).

“Em algum momento essas duas curvas vão se encontrar, com a convivência simultânea de equipamentos novos e antigos. Nossas equipes terão que estar preparadas para lidar com essa situação. Será um grande desafio”, avalia.

 

Departamento de Operação do Sistema (OPS.DT)

Mineiro de São Sebastião do Paraíso, formado na Universidade de Itajubá, Rodrigo Gonçalves Pimenta chegou à Itaipu no mesmo ano que Marco Aurélio, em 2000. Novo gerente do OPS.DT, vai coordenar quatro áreas estratégicas da Operação: estudos hidrológicos, programação e estatísticas, operação do sistema (tempo real) e estudos elétricos e normas. “Ou seja, é um processo que começa e termina dentro do próprio departamento”, observa.

Segundo ele, o novo cargo representa um grande desafio, especialmente por dar sequência a uma história de sucesso dentro da área técnica. “Tenho absoluta convicção de que tudo que está acontecendo é reflexo das orientações que recebi desde que cheguei à Itaipu. É o reflexo do exemplo de profissionais que deixaram um legado importante e que vamos procurar seguir, para fazer o melhor trabalho possível.”

 

Departamento de Engenharia de Manutenção (SMI.DT)

Nascido em São Paulo, capital, o novo gerente do Departamento de Engenharia de Manutenção, Kleber Arrabal, é formado na Universidade de São Judas e está na Itaipu há 13 anos e meio. Mas o contato com a maior geradora do mundo é anterior. Kleber trabalhou na empresa Alstom e participou da montagem e comissionamento das duas últimas unidades geradoras (9A e 18A), inauguradas em 2007.

Um dos grandes desafios no novo cargo será conduzir o processo de atualização do SAM, o Sistema de Acompanhamento da Manutenção, que é um subsistema do SOM, o Sistema de Operação e Manutenção. O trabalho é feito em parceria com a Informática. “Com esse sistema, a Engenharia de Manutenção vai ter um salto de qualidade nas análises de indicadores de manutenção, para que a gente possa melhorar ainda mais a performance dos nossos equipamentos”, avalia.

 

Divisão de Sistematização da Manutenção (SMIS.DT)

Paranaense de Toledo, o novo gerente da SMIS.DT, Douglas Luiz Vincenzi Ostroski, formou-se em Curitiba e trabalhou dois anos e meio na unidade de Cascavel da Copel. Há dez anos está na Itaipu.

Na maior geradora de energia do planeta, Douglas é responsável pela área que coordena os sistemas de acompanhamento da manutenção, desde a sistematização das atividades até o controle das documentações. “É um trabalho que não para: um fluxo contínuo de informações da manutenção.”

No novo cargo, Douglas vê como grande desafio contribuir para a atualização do Sistema de Acompanhamento da Manutenção, o SAM. “Esperamos que em 2020 o novo sistema já esteja operacional. Será uma nova plataforma para o acompanhamento da manutenção.”

 

Divisão de Estudos Elétricos e Normas (OPSE.DT)

Mineiro de Conceição das Pedras, Robson Almir de Oliveira é da mesma turma de engenheiros formados na Universidade de Itajubá e que ingressaram na Itaipu no ano de 2000. Portanto, há quase 20 anos.

Na empresa, Robson sempre trabalhou na Divisão de Estudos Elétricos e Normas. Portanto, conhece como ninguém a área. “Nós somos os responsáveis pelos estudos elétricos para a operação de Itaipu nos sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai”, explica o novo gerente da OPSE.DT.

“Definimos normas, os limites de geração, de tensão, e implantamos essas regras no Despacho de Carga, que faz a entrega da geração obedecendo a esses padrões”, complementa.

Fonte e fotos: JIE

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