Corredor Bioceânico registra uso inédito de passagens de fauna no Chaco; entenda a importância da rota

As imagens, captadas por armadilhas fotográficas em junho, representam a primeira evidência do uso dessas passagens no Trecho 1 da rodovia, entre Carmelo Peralta e Loma Plata.

Foto: divulgação

Fotos: divulgação

O Corredor Rodoviário Bioceânico, uma das principais obras de integração da América do Sul, registrou pela primeira vez animais silvestres utilizando passagens de fauna construídas ao longo da rodovia no Chaco paraguaio.

O monitoramento, realizado pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) em parceria com a WWF-Paraguai, identificou diversas espécies atravessando as estruturas de forma segura.

As imagens, captadas por armadilhas fotográficas em junho, representam a primeira evidência do uso dessas passagens no Trecho 1 da rodovia, entre Carmelo Peralta e Loma Plata. Embora ainda seja cedo para confirmar a eficácia das estruturas, os registros servirão para orientar futuras ações de conservação da biodiversidade.

Ao longo dos cerca de 277 quilômetros do primeiro trecho, inaugurado em 2022, foram construídas 13 passagens para animais silvestres. Novas estruturas também estão previstas nos trechos 2 e 3 da rodovia, que somarão aproximadamente 28 novas passagens para grandes mamíferos.

O que é o Corredor Bioceânico?

O Corredor Bioceânico é um projeto internacional que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, conectando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile por meio de rodovias. A rota tem como objetivo reduzir o tempo e o custo do transporte de cargas entre a América do Sul e os mercados da Ásia.

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