
Opinião
Ontem (23), a população carente de Foz do Iguaçu amanheceu sem parte de um serviço essencial: o transporte coletivo.
Mas hoje (24), tudo voltou ao normal, segundo informa o site da Rádio Cultura.
Não é primeira vez que o Consórcio Sorriso, responsável pela exploração do transporte coletivo de Foz do Iguaçu, causa transtornos para essa gente carente, que tem o dinheiro contado para se locomover.
No ano passado, esse consórcio, alegando que não tinha dinheiro para instalar ar-condicionado na frota que deveria ser renovada, obteve a isenção de impostos (pagos por essa gente carente) de R$ 10 milhões para comprar os aparelhos.
Embora em outras cidades, com tarifas semelhantes a de Foz, o transporte com ar-condicionado já exista, sem essa regalia.
Parece que isso não bastou.
No começo deste ano, uma das empresas do consórcio decidiu abrir mão desse benefício e não quis mais comprar os ônibus com ar-condicionado.
Resultado: o acordo de colocar mais ônibus com esses aparelhos não foi cumprido no prazo estipulado e a população carente continuou a sofrer o escaldante verão de Foz do Iguaçu dentro desses veículos. Depois a empresa voltou atrás.
Ontem (23), duas empresas do consórcio, alegando falta de dinheiro para comprar combustível, não puseram os ônibus para circular e, assim, colocaram a população carente numa cruel situação: sem dinheiro vivo para pagar o transporte alternativo de vans de turismo, oferecido pela Prefeitura de Foz, muitas pessoas tiveram que ir e voltar, a pé, de suas casas para o trabalho.
Essas pendengas com o prefeito Chico Brasileiro ficam nisso por isso mesmo.
Nenhuma empresa é punida, apesar do serviço que prestam ser considerado essencial.
Elas tomam uma decisão e, se colar, colou; se não colar, voltam atrás, e fica tudo certo, pelo menos, até hoje.
No final, quem precisa desse serviço tem de engolir essa situação e ficar a pé, literalmente.
Ou seja: essas empresas parecem tratar o prefeito e a população sem o devido compromisso social, ou não?
Era isso!







