Conselho de Ética da Alep pune Renato Freitas e Ricardo Arruda e adia decisões sobre suspensão e cassação

Deputados recebem advertência e censura; colegiado ainda analisa processos que podem resultar em perda de mandato.

Foto: Valdir Amaral/Alep

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) decidiu, nesta quarta-feira (6), aplicar medidas disciplinares aos deputados Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL), além de adiar a análise de outros processos mais graves.

Renato Freitas recebeu advertência escrita por falas na Tribuna contra Arruda. Já Ricardo Arruda foi punido com censura escrita por declarações no Plenário — decisão ainda passível de recurso.

O colegiado também arquivou uma denúncia contra Freitas relacionada a um ato simbólico e rejeitou um pedido de reconsideração.

Ao todo, seis representações foram analisadas, sendo cinco contra Freitas e uma contra Arruda. Parte dos pareceres, que pode levar à suspensão de prerrogativas ou até à perda de mandato, teve a votação adiada.

Segundo o presidente do Conselho, Delegado Jacovós (PL), há urgência na análise dos casos para evitar prescrição dos processos.

Motivos dos Processos e Ações do Conselho (maio/2026):
  • Renato Freitas (PT):
    • Protesto em Supermercado: Acusado de invadir e impedir o funcionamento de uma unidade do Super Muffato em Curitiba.
    • Falas no Plenário: Punição de advertência escrita aplicada por ofensas ao deputado Ricardo Arruda na tribuna.
    • Conflitos: Investigado por brigas em comissões, incluindo confusão na CCJ.

  • Ricardo Arruda (PL):
    • Ofensa à Ministra: Chamou a ministra do STF, Cármen Lúcia, de “bruxa”, resultando em relatório sugerindo censura escrita.
    • Improbidade: Investigado pelo Ministério Público por um suposto esquema de “rachadinha” no valor de R$ 1 milhão, conforme os detalhes do Conselho de Ética da Alep.
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