
A implantação de free shops nas cidades brasileiras de fronteira agravará a economia do Paraguai, conforme foi relatado pelo setor comercial do país vizinho, que afirma que a situação atual é preocupante devido a diversos fatores, como a crise econômica brasileira e o baixo preço do real em relação ao dólar.
É o que informa nesta quarta-feira (29) o jornal ABC Color.
Comerciantes locais afirmam que a situação é preocupante, pois, segundo eles, as vendas já caíram em 50% e a implementação de free shops faria as vendas caírem ainda mais.
Felipe Cogorno Álvarez, representante da Câmara de Comércio de Amambay, disse que “há, atualmente, uma enorme necessidade de um reajuste na questão tributária, para que as empresas de fronteira possam permanecer competitivas”.
Por sua vez, Tomás Medina, da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, disse que, atualmente, o futuro do comércio de fronteira “é bastante incerto. A enorme queda nas vendas atinge todos os comerciantes e isso afeta todos os setores da sociedade “.
Representantes de empresas em Ciudad del Este, Salto del Guaira e Pedro Juan Caballero apresentou várias semanas atrás, ao vice-ministro de Tributação, Fabian Dominguez, a preocupação com permitindo que as lojas francas nas cidades brasileiras.
Eles destacaram que as lojas do lado brasileiro operarão com uma carga tributária menor do que no território paraguaio.
Segundo o jornal, as lojas francas brasileiras terão um imposto de 6% sobre os produtos importados e apenas 3% sobre os produtos nacionais. Números bem abaixo de 10% a 35% que os comerciantes paraguaios estão atualmente taxando.
Veja mais detalhes no Ler mais sobre as preocupações nos paraguaios.
Nesta situação, os comerciantes paraguaios pediram ao Ministério das Finanças a eliminação do Imposto sobre Produtos Industrializados para os produtos que são vendidos aos estrangeiros, e a eliminação do IVA sobre os produtos vendidos a esses mesmos clientes e expandir a lista de produtos isentos de impostos no Regime de Turismo.
Segundo os comerciantes paraguaios, essas negociações acontecem muito lentamente, em contraste com as atividades que os comerciantes brasileiros estão realizando.
Vários investidores brasileiros já estão procurando premissas para investir na instalação dessas lojas duty-free. A multinacional Duty Free Americas está ainda mais avançada, pois praticamente completou sua inauguração como a primeira loja gratuita de Foz de Iguaçu. A empresa já contratou 46 funcionários que estão sendo treinados.
Esta multinacional opera há muito tempo nos principais aeroportos do Brasil e agora será instalada em todas as cidades que fazem fronteira com o Paraguai.
Os representantes dos comerciantes das áreas de fronteira indicaram que solicitarão ao Ministério da Fazenda que as negociações possam ser aceleradas para que possam pelo menos concorrer em igualdade de condições com suas contrapartes brasileiras.








