Com método Wolbachia, casos de dengue caem 93% em Foz

Cidade registra queda histórica em 2025 após ações integradas de combate ao Aedes aegypti

Soltura de mosquitos contaminados em Foz do Iguaçu. Foto: Flávio Carvalho-WMP-Brasil/Fiocruz

Foz do Iguaçu encerrou 2025 com uma redução histórica de 93% nos casos de dengue, consolidando os resultados das estratégias de prevenção adotadas pelo município, com destaque para a implantação do método Wolbachia.

Dados da Diretoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), apontam que o município registrou 1.031 casos confirmados em 2025, contra 14.683 em 2024.

A queda também foi significativa no número de notificações, que passaram de 28.850 para 10.548, uma redução de 63,4%. Já as internações por dengue caíram 78,3%, de 2.017 em 2024 para 437 em 2025.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o resultado expressivo é fruto de um conjunto de ações contínuas, como:

O monitoramento epidemiológico constante também permitiu respostas mais rápidas diante de novos registros da doença, reduzindo o avanço dos casos.

Método Wolbachia

Foz do Iguaçu adotou o método Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, capaz de impedir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

Com a biofábrica inaugurada em julho de 2024, as liberações começaram em agosto e, ao longo de 2025, o método atingiu 50% de cobertura da área urbana do município. A estratégia reforça o controle das arboviroses e consolida uma política pública de médio e longo prazo no enfrentamento ao mosquito transmissor.

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