Ciudad del Este repudia cartazes ofensivos ao povo paraguaio na Ponte da Amizade

As peças foram instaladas na Avenida San Blas, próximo à cabeceira da Ponte da Amizade

Funcionários da Prefeitura de Ciudad del Este retiraram os cartazes. Foto: divulgação

Cartazes com mensagens consideradas ofensivas ao Paraguai provocaram forte repercussão em Ciudad del Este nesta sexta-feira (29).

As peças foram instaladas na Avenida San Blas, próximo à cabeceira da Ponte da Amizade, região de intenso fluxo entre Brasil e Paraguai.

Os outdoors exibiam imagens do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro acompanhadas de frases interpretadas como provocativas ao povo paraguaio, gerando indignação entre moradores e autoridades locais.

Diante da repercussão, a Prefeitura de Ciudad del Este divulgou uma nota oficial repudiando o conteúdo e anunciando medidas administrativas e jurídicas para apurar responsabilidades.

Nota da Prefeitura de Ciudad del Este na íntegra

“O Município de Ciudad del Este repudia veementemente a divulgação de imagens ofensivas exibidas em uma tela publicitária localizada na cabeceira da Ponte da Amizade, fato que gerou indignação cidadã por atentar contra a dignidade, o patriotismo e a imagem do Paraguai.

Funcionários municipais foram imediatamente ao local para realizar os procedimentos adequados e recolher informações sobre o ocorrido. Além disso, foi anunciada a abertura de um sumário administrativo e a apresentação de uma denúncia formal ao Ministério Público para investigar responsabilidades.

A partir da instituição municipal, serão solicitados relatórios à empresa Fast Print e Publimix, responsáveis pela estrutura publicitária instalada em um espaço sob domínio do Ministério das Obras Públicas e Comunicações (MOPC).

Além disso, as autoridades municipais recordaram que, desde há vários anos, o Município de Ciudad del Este deixou de ter competência para conceder autorizações, controlar ou fiscalizar estruturas instaladas na Rota PY02 e na Superrodoviária, devido ao facto de esses privilégios serem exclusivamente do MOPC.

Neste sentido, o Município exigiu que o Ministério das Obras Públicas intervenha imediatamente, considerando que esta instituição possui toda a documentação relativa a licenças, contratos, habilitações e eventuais sanções aplicáveis às empresas responsáveis.”

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