Enquanto caçadores ameaçam o Parque Nacional do Iguaçu, vejam o esforço para encontrar um “lar” para o filhote de um animal em risco de extinção

Lontrinha foi retirada pela comunidade porque o animal estaria sozinho. Sem condições de retornar à natureza, ele foi trazido para o RBV. Foto: Lígia Leite

É um verdadeiro paradoxo: enquanto a Polícia Florestal anuncia, quase toda semana, a prisão de caçadores no Parque Nacional do Iguaçu, amanhã (07), a Itaipu Binacional apresenta à imprensa um filhote de lontra que já está no Refúgio Biológico Bela Vista.

Tanto cuidado com o filhote pode se dever ao fato de, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza, a lontra estar classificada atualmente na categoria de “quase ameaçada” e sua tendência populacional é de diminuição.

Ou seja: de um lado, uns insistem em matar os últimos exemplares de animais quase extintos; de outro, existe um grande esforço para salvá-los (ainda bem!).

Veja a história completa no Ler mais.

O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) recebeu um filhote de lontra no dia 24 de junho, encaminhado pelo Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde de Fauna Marinha da UFPR, localizado no balneário de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná.

O animal foi encontrado em Guaratuba, no litoral do Paraná, em maio, após ser retirado das margens de um canal de água doce por pessoas que acreditavam que a lontra estava sozinha e era muito pequena. Levado à unidade da UFPR, o filhote foi devidamente tratado.

Por ter cerca de apenas dois meses, sem a presença da mãe e indefeso, o filhote – uma fêmea – não tem condições de sobreviver sozinho. A ausência da mãe faz com que ele não aprenda os comportamentos básicos para sobreviver na natureza.

Mas não foi difícil achar um lar definitivo para ele. A parceria entre Itaipu e UFPR possibilitou a chegada do animal a Foz do Iguaçu, onde, no RBV, viverá em um amplo espaço desenhado para as necessidades da espécie e enriquecido com elementos naturais de seu hábitat.

O RBV já tinha duas lontras macho em seu plantel e, agora, com a chegada da fêmea, surge a possibilidade de iniciar um projeto de reprodução em cativeiro para a futura reintrodução de indivíduos na natureza.

Com informações da IB.

 

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