Brasil nega vistos a enviados dos EUA após pedido para discutir eleições e urnas eletrônicas

O tribunal reforçou que os equipamentos foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são produzidos por empresas contratadas por licitação pública, sob supervisão direta do TSE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo brasileiro negou os vistos de entrada a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas ligados às eleições de outubro e à liberdade de expressão. A decisão foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores neste sábado (25).

Segundo o Itamaraty, Riley Barnes e Samuel Samson tiveram os pedidos de visto rejeitados após o governo considerar inadequada a visita em meio ao processo eleitoral. A avaliação foi de que a missão poderia representar uma instrumentalização política, especialmente após um encontro entre diplomatas e políticos brasileiros que levantaram dúvidas sobre o sistema eleitoral.

O caso ocorre dias depois de o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, sem apresentar provas, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam da empresa venezuelana Smartmatic.

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras.

O tribunal reforçou que os equipamentos foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são produzidos por empresas contratadas por licitação pública, sob supervisão direta do TSE, garantindo segurança e transparência ao processo eleitoral.

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