A agência reguladora da Argentina ampliou a lista de medicamentos que poderão ser vendidos sem receita médica. A medida foi oficializada pela Portaria nº 4714/2026, da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), e faz parte da revisão das regras de comercialização determinada pelo Ministério da Saúde argentino.
Entre os medicamentos liberados estão princípios ativos utilizados no tratamento de alergias, enjoo, distúrbios gastrointestinais, tosse, conjuntivite alérgica, transpiração excessiva e infestações por piolhos.
Medicamentos liberados
Entre os principais princípios ativos que passam a ser vendidos sem prescrição estão:
- Levocetirizina e fexofenadina (antialérgicos);
- Dimenidrinato (enjoo e náuseas);
- Trimebutina (distúrbios gastrointestinais);
- Carboximetilcisteína (xarope para tosse);
- Olopatadina e nafazolina + feniramina (colírios para alergias);
- Cloreto de alumínio hexa-hidratado (tratamento da transpiração excessiva);
- Ivermectina em loção (uso tópico contra piolhos).
Segundo a ANMAT, a decisão foi baseada em análises de eficácia e segurança dos medicamentos e integra a política de revisão do enquadramento de especialidades farmacêuticas prevista na Resolução nº 284/2024 do Ministério da Saúde da Argentina.
A mudança facilita o acesso da população a medicamentos considerados de baixo risco quando utilizados conforme as orientações da bula, mantendo a exigência de prescrição para apresentações e concentrações não contempladas pela nova regulamentação.









