A Argentina anunciou uma ampla reforma para facilitar a atuação de empresas estrangeiras no país. A medida, aprovada pela Inspeção Geral de Justiça (IGJ) por meio da Resolução 4/2026, reduz burocracia, corta custos e acelera processos para atrair novos investimentos.
O que muda para empresas estrangeiras na Argentina
- Redução da documentação exigida para registro de empresas;
- Aceitação de documentos digitais apostilados;
- Simplificação dos processos de abertura de filiais e representações;
- Registro simultâneo de empresa estrangeira e empresa local;
- Menos exigências para mudanças de jurisdição e encerramento de filiais;
- Padronização das regras para empresas que atuam no mercado argentino.
Menos custos e mais rapidez
Segundo o governo argentino, empresas chegavam a gastar mais de US$ 100 mil apenas com autenticações, traduções e apostilas de documentos, sem sequer iniciar as operações no país.
O ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger, afirmou que a nova regra elimina cerca de 67% das exigências do regime anterior, mantendo apenas controles considerados essenciais.
Objetivo é atrair investimentos
A IGJ informou que a reforma busca eliminar barreiras burocráticas, aumentar a competitividade da Argentina e tornar o país mais atrativo para investidores internacionais.
A medida também mantém mecanismos de controle ligados à prevenção da lavagem de dinheiro, identificação de beneficiários finais e validação de representantes legais.
Argentina quer padrão internacional
O novo sistema foi alinhado a recomendações internacionais, incluindo diretrizes da UNCITRAL, para criar um modelo mais moderno, transparente e eficiente para empresas estrangeiras.









