Anvisa mantém proibição de produtos para unhas por risco de câncer e infertilidade

Decisão reforça veto a substâncias perigosas usadas em alongamentos e esmaltes — especialistas alertam para riscos à saúde

4ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2026, realizada no edifício-sede da organização, em Brasília (DF). Foto: divulgação

Os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiram manter a proibição de produtos para unhas que contenham substâncias potencialmente perigosas à saúde, durante reunião realizada nesta terça-feira (24/3).

A medida atinge diretamente compostos como TPO (óxido de difenil fosfina) e DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), frequentemente utilizados em produtos de alongamento e esmaltação.

Segundo a agência, esses itens não poderão voltar ao mercado até que todos os recursos dos fabricantes sejam analisados.

⚠️ Por que esses produtos foram proibidos?

A restrição havia sido estabelecida em 2025, com a publicação da RDC 955/2025, que proibiu a comercialização dessas substâncias em todo o Brasil.

De acordo com estudos internacionais, testes em animais indicaram que esses compostos podem:

🧪 Risco à saúde pesou na decisão

O relator do caso, o diretor Marcelo Moreira, destacou que liberar temporariamente esses produtos representaria um risco direto ao consumidor.

Ao acompanhar esse entendimento, a diretoria da Anvisa concluiu que permitir a venda, mesmo que provisoriamente, significaria assumir um “risco calculado” sobre a saúde da população.

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