Acredite, se quiser! Enio Verri vê risco no bolsonarismo usar o Senado para confrontar o STF

“Há um projeto claro de fragilizar o STF, de criar crises institucionais, e isso passa pelo Senado”, disse.

Foto: Rádio Cultura de Foz do Iguaçu

Durante entrevista ao programa Contraponto – A voz do Povo, da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu, nesta segunda-feira (26), o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, afirmou que não será candidato nas eleições de 2026, mas fez um alerta contundente sobre o cenário político nacional.

Segundo Verri, a disputa pelo Senado Federal será a mais importante de 2026, pois pode definir o futuro da democracia no Brasil.

“O Senado será a eleição mais importante de 2026. É ali que se define se a democracia vai estar protegida ou ameaçada”, afirmou.

Ele alertou para o risco de setores ligados ao bolsonarismo utilizarem o Senado como instrumento para confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF) e gerar instabilidade institucional.

“Há um projeto claro de fragilizar o STF, de criar crises institucionais, e isso passa pelo Senado”, disse.

Verri destacou que a estratégia do governo Lula não é focada exclusivamente em eleger parlamentares do PT, mas sim em formar uma base ampla comprometida com a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

“Não se trata de eleger senadores do PT, mas senadores comprometidos com a democracia”, reforçou.

O diretor da Itaipu confirmou ainda que a ministra Gleisi Hoffmann será candidata ao Senado pelo Paraná, dentro de uma estratégia nacional do partido.

“A Gleisi será candidata ao Senado, isso faz parte de uma estratégia nacional”, afirmou.

Ao final, Verri fez críticas à atual representação paranaense no Senado.

“O Paraná perdeu oito anos no Senado. Tivemos senadores que pouco entregaram ao Estado e ao país”, concluiu.

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