Acabou a mamata do cabide de empregos do Centro de Convenções de Foz

A medida colocará um ponto final em uma estrutura que, por décadas, foi alvo de questionamentos sobre seus custos e sua função administrativa

Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. Foto: divulgação

Os acionistas do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu S/A foram convocados para Assembleia Geral Extraordinária no próximo dia 7 de agosto, quando irão deliberar sobre a abertura do processo de dissolução da sociedade e o encaminhamento de projeto de lei à Câmara Municipal para iniciar sua liquidação.

A decisão encerra um ciclo de quase quatro décadas da sociedade de economia mista criada para administrar o Centro de Convenções. Ao longo desse período, a empresa esteve no centro de debates sobre sua utilidade administrativa e foi frequentemente alvo de críticas de setores da sociedade e da classe política, que a apontavam como espaço de indicações políticas e acomodação de cargos comissionados, muitas vezes com remunerações elevadas.

A discussão sobre a transferência da gestão do Centro para a iniciativa privada começou em 2014, quando o Município aprovou autorização legislativa para conceder a exploração do complexo. A proposta não avançou. Nos anos seguintes, diferentes governos retomaram o projeto.

Em maio de 2025, o Governo do Paraná desapropriou o imóvel e incorporou o Centro de Convenções ao patrimônio estadual com o objetivo de estruturar uma concessão à iniciativa privada. Em julho do mesmo ano, o Conselho de Parcerias do Estado aprovou a modelagem do projeto, seguida de consulta e audiência públicas. A licitação, porém, ainda não foi concluída.

Com a propriedade do imóvel transferida ao Estado e a futura concessão em andamento, a sociedade de economia mista perdeu sua finalidade, culminando agora na proposta de dissolução.

Caso aprovada pelos acionistas e posteriormente pelo Legislativo, a medida colocará um ponto final em uma estrutura que, por décadas, foi alvo de questionamentos sobre seus custos e sua função administrativa.

 

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