O pirarucu (Arapaima gigas), considerado o maior peixe de água doce do Brasil, agora pode ser pescado fora da Amazônia. A medida foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por meio da Instrução Normativa nº 07/2026, publicada em 17 de março.
A nova regra classifica o pirarucu como espécie exótica invasora em regiões onde não ocorre naturalmente, como a Bacia do Paraná, além de outras nove regiões hidrográficas do país.
Por que o pirarucu foi liberado para pesca?
Originário da Amazônia, o pirarucu pode ultrapassar 3 metros e 200 kg, sendo um predador de topo. Fora de seu habitat natural, ele representa risco à fauna local, pois se adapta facilmente e pode reduzir populações de peixes nativos.
A liberação da pesca tem como objetivo controlar a população da espécie e diminuir impactos ambientais, seguindo diretrizes da Política Nacional da Biodiversidade.
Onde a pesca está autorizada?
A norma abrange diversas regiões hidrográficas, incluindo:
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Bacia do Paraná
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Bacia do São Francisco
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Bacia do Uruguai
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Bacia do Paraguai
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Regiões do Atlântico (Nordeste, Sudeste e Sul)
Regras e cuidados
O Ibama reforça que a pesca deve seguir a legislação ambiental local. Também recomenda:
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Não transportar o pirarucu para outros rios
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Evitar reintrodução da espécie
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Adotar boas práticas de manejo
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Informar capturas quando solicitado
Impacto ambiental
Especialistas apontam que a retirada do pirarucu dessas regiões tende a ser positiva, pois reduz a pressão sobre espécies nativas e ajuda a preservar o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.









