O zurro traiçoeiro
*Por Carlos Roberto de Oliveira
Nada mais oportuno para definir a realidade atual do que lembrar um gênero literário há muito esquecido, ou pouco conhecido, a fábula, onde em sua narrativa se busca um fundo moral.
E uma que bem caracteriza esta assertiva, da lavra de seu criador, Esopo, escritor grego de uma época em que se estudava a existência humana analisando-a pelo pensamento racional, a fábula, “O Burro e o Leão”, traz, literalmente, dentro de uma linguagem que valoriza os animais, mas se estende ao ser humano, uma clara crítica à soberba.
E a história se desenrola quando o burro, apossando-se da pele abandonada de um leão, que houvera sido abatido por um caçador, a utiliza como indumentária e sai a assustar, de forma deslumbrada, os demais animais, se divertindo de uma forma atrevida e assustadora.
Não contava o burro, porém, que ao se exceder em sua vibração, zurrando fortemente, seria descoberto pela sua condição de um reles muar, nada tendo a haver com o rei dos animais.
De onde se deduz, como moral da história, que quem fala demais dá bom dia a cavalo.
*Carlos Roberto de Oliveira é empresário do ramo de logística em Foz do Iguaçu









