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Polícia do Paraná elucida crime que vitimou Rachel Genofre

Por Vinícius Ferreira
20 setembro, 2019
| 3 minutos de leitura |
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Coletiva de imprensa do secretário da Segurança Pública, coronel Rômulo Marinho Soares. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná confirmou nesta nesta quarta-feira (18) a identificação do suspeito de matar a menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, em 2008. O corpo dela foi localizado em uma mala na Rodoferroviária de Curitiba. Ela tinha apenas nove anos.

A identificação do homem como autor do crime ocorreu por comparação genética, graças à integração da base de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília. Houve cruzamento do material genético encontrado sobre o corpo da vítima com o material genético colhido com um homem em São Paulo por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos.

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O corpo da menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre foi encontrado na Rodoferroviária de Curitiba em 5 de novembro de 2008, dois dias depois dela desaparecer, na saída do Instituto de Educação. Ela foi localizada embaixo de uma escada, numa mala, envolvida em dois lençóis. Laudos técnicos da Polícia Científica do Paraná comprovaram que Rachel sofreu violência sexual.

Veja os detalhes no Ler mais.

Carlos Eduardo dos Santos, 54 anos, está preso na Penitenciária II de Sorocaba (SP) e tem extensa ficha criminal. Detido desde 2016, já foi condenado a 22 anos de prisão por estelionato, estupro, roubo e falsificação de documento. Os crimes ocorreram em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Na época do crime, Carlos Eduardo dos Santos morava na Rua Alferes Poli, no Centro de Curitiba, em um raio de 750 metros de distância do Instituto de Educação, onde a menina estudava. Ele trabalhava como segurança em São José dos Pinhais.

A Polícia Civil vai enviar ainda nesta quinta-feira (19) um pedido à 2ª Vara de Execuções Penais de Sorocaba, que executa as sentenças de Carlos Eduardo dos Santos, para que ele seja transferido para o Paraná e depois ouvido pelo delegado responsável pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcos Fernando da Silva Fontes. Há expectativa de que o caso seja reconstituído para que os detalhes do assassinato sejam esclarecidos.

TECNOLOGIA – Segundo o delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, Riad Farhat, o software do Banco Nacional de Perfis Genéticos é atualizado semanalmente com material colhido de presos que cometeram crimes hediondos, inclusive no Paraná – mais de 5 mil já foram coletados. A identificação ocorreu depois de um match genético de 23 características entre 23 possíveis, garantindo 100% de certeza de que o homem é o autor do crime.

“O Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo, através da coleta dos dados genéticos desse acusado, jogou no sotfware nacional e acusou positivo para o caso da Rachel. O Instituto avisou a nossa Polícia Científica, que informou a Divisão de Homicídios”, explicou Farhat. “Para a polícia o caso está resolvido, não importando o que ele vai falar. Ele vai ser condenado. Não há o que possa acontecer para que se livre dessa condenação”, afirmou.

Riad Farhat também disse que a Polícia Civil do Paraná nunca deixou de tentar elucidar o crime – já havia feito o cruzamento genético de 116 suspeitos que batiam com o retrato falado da época. “Não paramos em nenhum momento. As dificuldades foram imensas. A polícia tem se desdobrado, mas a gente trabalha com centenas de suspeitos. Jamais abandonamos, mesmo um caso de 11 anos atrás”, complementou.

O secretário estadual da Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares, acrescentou que a solução desse crime emblemático é resultado da unificação de sistemas. “Essa integração está surtindo bons frutos. Em pouco tempo vamos elucidar vários crimes em aberto. Este fato ocorreu graças à iniciativa do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que incentiva os Estados a compartilhar os bancos de dados”, afirmou. “A partir de agora a Polícia Civil do Paraná tomará todas as providências possíveis para cumprir as próximas etapas da investigação”.

Fonte: ANPr

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