Vem pelo menos de 2014 a intenção de privatizar – ou conceder para a exploração da iniciativa privada – o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu – Ceconfi.
Nunca deu certo. Por erros nos editais, por desinteresse das empresas. Vem aí mais uma tentativa, por certo bem mais embasada e séria.
O edital de concessão do Ceconfi, por 30 anos, foi publicado nesta quinta-feira, 21. A concessão é por 30 anos e o investimento mínimo é de R$ 25,4 milhões. Quer dizer, é pra empresa que tem cacife.
O famoso elefante branco de Foz, mais usado pra festas e celebrações do que pra convenções de fato, precisa de uma administração competente, série e que queira lucrar, porque sem lucro não haverá interesse em gastar tanto dinheiro.
A abertura das propostas será no dia 20 de março e o cronograma de execução das obras necessárias será de 36 meses. O lance mínimo de outorga fixa está estipulado em R$ 1.080.000,00, cujo valor pode ser parcelado.
A última vez que se tratou da concessão foi em maio deste ano, quando o edital passou por consulta pública. Daquela vez, foi consenso de que seria melhor aguardar a definição do quadro político e a retomada da economia para abrir a licitação.
A situação política mudou, de fato. Mas a economia anda meio devagar, no Brasil.
Já em Foz, com a construção do viaduto na BR-277, o início das obras da segunda ponte (financiada por Itaipu) e os investimentos em hotelaria e até em supermercados, pra ficar em poucos exemplos, parece que a economia tende a “bombar”.
Sem contar o efeito lojas francas, que representará mais investimentos e mais movimento no turismo.
Parece ser mesmo o momento certo pra prefeitura se livrar de uma despesa incômoda e pra iniciativa privada bolar algo que movimente o elefante branco.
O espaço é grande. Pode abrigar um centro de eventos, lojas francas (tudo isso junto) e mais o que dê na ideia do empresário interessado.
Fiquemos na torcida. O que menos queremos é que o Ceconfi continue a ser um mero cabide de empregos.





