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Risco de epidemia de febre amarela une três países da fronteira

Por Vinícius Ferreira
18 dezembro, 2018
| 2 minutos de leitura |
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Reunião no GT Itaipu Saúde, da Itaipu. Foto: Alexandre Marchetti

Brasil, Paraguai e Argentina se unem para combater a febre amarela, por causa do risco de epidemia na região de fronteira.

O documento tem participação de médicos dos três países e foi formulado durante a Oficina de Febre Amarela, apoiada pelo Grupo de Trabalho Itaipu Saúde.

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A reunião ocorreu na última quinta (13) e sexta-feira (14), no Centro de Treinamento da Itaipu, e contou com a presença de representantes dos Ministérios da Saúde dos três países, da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e secretarias de saúde.

O plano, que deverá ser concluído até o final deste ano, terá dados sobre como identificar casos de febre amarela e evitar a proliferação da doença e pode contemplar uma campanha de vacinação.

Também abordará metodologia de tratamento, manejo de pacientes e mecanismos de comunicação entre as três cidades limítrofes: Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú.

Segundo o coordenador suplente do GT Itaipu-Saúde e assessor da Diretoria-Geral da Itaipu, Luiz Paulo Johansson, o objetivo dessa oficina foi promover a troca de informações entre os técnicos dos três países e organizar a forma de atendimento, caso ocorra uma epidemia de febre amarela na região.

Existe a preocupação de uma epidemia porque dois estados brasileiros, São Paulo e Minas Gerais, sofreram com febre amarela entre 2016 e 2018.

Alerta em Washington

Luiz Paulo Johansson. Foto: Alexandre Marchetti

“Durante uma visita na sede da OPAS, em Washington (EUA), soubemos que uma possível onda de febre amarela poderia chegar ao Paraná. Resolvemos nos antecipar e assim estarmos preparados para combater a doença, caso ela chegue à região”, afirmou Johansson.

De acordo com ele, embora o foco da visita na Organização Pan-americana de Saúde tenha sido outras arboviroses (doenças transmitidas por insetos, como dengue, zika e chikungunya), a febre amarela acabou sendo uma das prioridades.

“Como a febre amarela também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, acabou sendo incluída na pauta”, explicou.

Presente no encontro da última semana em Foz, o consultor nacional da OPAS, Matheus de Paula Cerroni, explicou que Organização monitora as regiões que podem ser afetadas e auxilia na elaboração de planos de contingência e preparação e avaliação de riscos.

Prontos

Rafael Gomes França, consultor do Ministério da Saúde, explicou que, apesar de não ser possível prever se uma onda de febre amarela chegará à região, é bom estar preparado.

“Quando os técnicos estão preparados para atender, a população se sente mais segura”, disse a enfermeira paraguaia Blanca Villalba. No país vizinho, não há registro da doença autóctone desde 2008, de acordo com Blanca.

No território argentino foram 24 casos da doença em 2018, todos importados do Brasil, segundo o bioquímico Cristian Humeres, do Instituto Nacional de Medicina Tropical da Argentina. “Precisamos trabalhar em conjunto”.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos. Ela pode ser urbana, quando é transmitida pelo Aedes aegypti; ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelo Haemagogus e Sabethe.

A enfermidade provoca amarelidão do corpo (icterícia) e hemorragia em diversos graus. Apesar de ser causada por um vírus perigoso, a maioria das pessoas evoluem para a cura.

Tags: FronteiraSaúde
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