A passagem de ônibus vai custar R$ 6 em Foz do Iguaçu a partir de 4 de dezembro. E um dado ajuda a entender a pressão sobre o caixa do transporte coletivo: menos da metade dos embarques corresponde a passageiros que pagam uma tarifa integral.
Levantamento do Observatório Social, com dados de agosto de 2026, mostra que apenas 42,7% dos embarques tiveram pagamento de passagem. Outros 57,3% foram classificados como gratuidades e outros efeitos tarifários.
Na justificativa apresentada à Câmara para reforçar o orçamento do transporte, a Prefeitura também informou que aproximadamente 54% dos passageiros utilizam modalidades de gratuidade.
A proporção chama a atenção quando comparada a outras capitais. Estudo da Universidade de Brasília – Tarifa Zero, publicado em maio de 2026, identificou os seguintes percentuais:
- Florianópolis: 13,68%;
- Salvador: 16,97%;
- Rio de Janeiro: 29,47%;
- Brasília: 37,41%.
A média das quatro cidades foi de aproximadamente 24,4%.
É preciso considerar, porém, que os levantamentos não utilizam exatamente os mesmos critérios. Em Foz, os 57,3% incluem gratuidades e outros efeitos tarifários, como integrações e situações sem uma nova cobrança integral. Portanto, não significa que todos esses passageiros viajem de graça. O estudo da UnB também considera critérios específicos em cada cidade, incluindo a meia-passagem estudantil em alguns casos.
É nesse cenário que chega o reajuste de R$ 5 para R$ 6, um aumento de 20%. O último aumento havia ocorrido em junho de 2022.
Segundo o Foztrans, a correção considera a inflação acumulada, além dos custos com combustível, pessoal e operaçã
A pergunta que fica é: até que ponto quem paga a passagem acaba bancando uma conta cada vez maior?









