A oferta de acolhimento e assistência social esbarra na resistência de quem vive nas ruas de Foz do Iguaçu. Na primeira operação de novembro, realizada nesta quarta-feira (4), apenas quatro das 14 pessoas abordadas aceitaram encaminhamento para atendimento público. As outras dez recusaram as alternativas oferecidas pelas equipes municipais.
A ação faz parte da Operação Nossa Casa, que passou por cinco regiões da cidade: avenidas República Argentina e JK, Vila Braz, região central e Jardim São Paulo. Além da abordagem social, houve atendimento de saúde e recolhimento de entulhos e materiais descartados irregularmente.
Quem aceitou ajuda foi encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento à Pessoa em Situação de Rua (Ciaps Rua). Já as equipes do Consultório na Rua ofereceram atendimento médico, psicológico e orientações sobre os serviços disponíveis.
E a população, como pode ajudar?
A orientação é evitar a distribuição de esmolas e procurar os serviços públicos de assistência social. A ajuda financeira ou informal, segundo a estratégia defendida pelo município, pode contribuir para a permanência dessas pessoas nas ruas, enquanto o encaminhamento permite oferecer acompanhamento e alternativas de acolhimento.
O Centro POP, por exemplo, disponibiliza alimentação, incluindo café da manhã, almoço e café da tarde, além de buscar contato com familiares e até providenciar passagem de retorno para quem deseja voltar à cidade de origem.
A Operação Nossa Casa vem intensificando as abordagens, com aproximadamente duas ações por semana. A proposta é apresentar caminhos para que as pessoas deixem as ruas, embora a adesão aos encaminhamentos dependa da aceitação voluntária.
Moradores podem comunicar situações que necessitem de abordagem social pelo telefone 0800 045 1407 ou pelo WhatsApp (45) 99997-3773.









