A crise do Ueno Bank não ficou restrita aos correntistas. O episódio também chegou ao alto escalão do sistema financeiro paraguaio: Carlos Carvallo deixou a presidência do Banco Central nesta terça-feira (3).
A saída ocorre depois que o órgão determinou o fechamento operacional do banco, após identificar problemas de solvência e empréstimos concedidos a empresas ligadas ao grupo controlador.
O caso chama atenção também pelo passado de Carvallo, que já esteve à frente do próprio Ueno antes de assumir o comando do Banco Central, em 2023.
Com as atividades suspensas, milhões de clientes aguardam esclarecimentos sobre seus depósitos e o andamento do processo de resolução da instituição.
Carvallo afirmou que sua renúncia busca diminuir a pressão política e permitir que o Banco Central trabalhe sem interferências. A economista Liana Caballero assumiu interinamente o cargo.



