Foz do Iguaçu e Ciudad del Este já enfrentaram grandes cheias ao longo da história. A experiência desses episódios contribuiu para aprimorar o monitoramento dos rios e a preparação das equipes, segundo o coordenador da Comissão de Cheias da Itaipu, o engenheiro Paulo Zanelli Jr.
De acordo com ele, as maiores cheias históricas da região ocorreram em 1992, 1983 e 2014, nessa ordem. Os episódios serviram de aprendizado para melhorar o planejamento e reduzir os impactos sobre a população.
A preocupação ganha importância diante da previsão do Simepar, divulgada pela Itaipu, de chuvas volumosas até 30 de outubro, com acumulados pontuais que podem superar 300 a 350 milímetros nas bacias monitoradas.
Na quarta-feira (21), o Rio Paraná chegou a 116,90 metros acima do nível do mar. A usina mantinha abertas duas calhas do vertedouro, com vazão média de 14,5 milhões de litros por segundo.
A usina e órgãos do Brasil e do Paraguai seguem acompanhando a situação. Em Foz do Iguaçu, a orientação é que moradores de áreas ribeirinhas acompanhem os alertas da Defesa Civil e permaneçam em locais seguros caso já tenham sido retirados de áreas de risco.



