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Pesquisa revela a realidade das paraguaias que trabalham como domésticas em Foz

Dos 42 processos, 81% tiveram resultado favorável aos trabalhadores, por acordo ou decisão judicial

Por Vinícius Ferreira
26 agosto, 2026
| 1 min de leitura
Foto: Unila/divulgação

Foto: Unila/divulgação

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Uma pesquisa da UNILA expôs a realidade de trabalhadoras domésticas paraguaias que atuam em Foz do Iguaçu. Entre 2018 e 2024, foram identificados 42 processos trabalhistas envolvendo trabalhadores domésticos estrangeiros: 41 eram de mulheres e um de um homem que trabalhava como caseiro.

Os dados mostram apenas parte do problema. A pesquisa aponta possível sub-registro e dificuldades para identificar estrangeiros nos sistemas oficiais.

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Jornadas de até 18 horas

Relatos analisados pela pesquisadora Juliana Torres Venson apontam situações de jornadas extremamente longas, com casos de mulheres que começavam às 6h e trabalhavam até meia-noite.

Muitas enfrentam ainda falta de informação, medo de denunciar, ameaças e dificuldade de acesso à Justiça. Como o trabalho ocorre dentro das residências, a fiscalização também é limitada.

Dos 42 processos, 81% tiveram resultado favorável aos trabalhadores, por acordo ou decisão judicial.

A pesquisa alerta que a falta de registros sobre essas mulheres dificulta conhecer o tamanho real do problema e criar políticas públicas de proteção. O estudo defende mudanças nas relações de trabalho, com registro, salário adequado, jornada regular e respeito aos direitos trabalhistas.

Tags: Últimas Notícias
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