A novela da Ponte da Integração ganhou mais um capítulo nesta semana. Após um dia inteiro de reuniões da Comissão Mista Brasil–Paraguai, realizada em Foz do Iguaçu no dia 3 de junho, não houve consenso sobre a ampliação do uso da estrutura, e a decisão foi novamente adiada.
O que está travando a liberação?
O principal impasse envolve a autorização para circulação de caminhões carregados pela ponte. O governo brasileiro defende a ampliação das operações, argumentando que a medida ajudaria a desafogar a Ponte da Amizade e aumentaria a eficiência logística da fronteira. Já o Paraguai ainda avalia os impactos da mudança.
Além disso, autoridades apontam que ainda existem obras complementares pendentes, especialmente a ponte sobre o Rio Monday, em Presidente Franco, cuja conclusão está prevista apenas para 2027.
Quando sai uma definição?
A Comissão Mista marcou uma nova reunião para 19 de junho, quando deverá divulgar um posicionamento oficial sobre possíveis mudanças nas regras de circulação.
Como a ponte funciona hoje?
Atualmente, a Ponte da Integração opera de forma limitada:
- Caminhões vazios: das 22h às 5h;
- Ônibus de turismo: das 19h às 7h;
- Veículos leves seguem proibidos.
Pressão aumenta na fronteira
Entidades empresariais e conselhos de desenvolvimento do Brasil, Paraguai e Argentina intensificaram a cobrança pela abertura plena da ponte. O argumento é que a estrutura foi concluída há anos, mas continua subutilizada, enquanto a Ponte da Amizade segue enfrentando congestionamentos diários. Entre os pedidos estão a liberação de veículos leves, vans, ônibus de turismo e a ampliação do transporte de cargas.
Em resumo: a ponte está pronta, funciona parcialmente desde dezembro de 2025, mas a liberação para veículos leves e caminhões carregados continua dependendo de um acordo entre Brasil e Paraguai. A próxima data decisiva é 19 de junho.









