O comércio bilateral entre Paraguai e Brasil cresceu 9% nos quatro primeiros meses de 2026, segundo relatório da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB). O avanço foi impulsionado pelos investimentos brasileiros, expansão da indústria maquiladora e fortalecimento do comércio regional.
O estudo “Monitor de Comércio Paraguai-Brasil”, elaborado pela Mentu Aliados, aponta o Paraguai como uma das principais plataformas industriais e logísticas da América do Sul, graças à estabilidade econômica e ao aumento do interesse estrangeiro.
Entre janeiro e abril, o comércio exterior brasileiro movimentou US$ 208,3 bilhões, com o Paraguai representando 1,1% do total. Já o comércio exterior paraguaio somou US$ 12,3 bilhões, sendo que o Brasil respondeu por 19,5% das exportações paraguaias.
Segundo o presidente da CCPB, Fabio Fustagno, o Brasil segue como principal parceiro comercial e maior investidor estrangeiro no Paraguai, representando cerca de 25% do comércio exterior paraguaio.
O relatório destaca novos investimentos nos setores têxtil, alimentos, manufatura e autopeças, principalmente nas regiões de Alto Paraná e Itapúa. Empresas como Karsten e Dohler estão entre os grupos que ampliaram operações no país.
Para 2026, a projeção é de crescimento econômico de 4,2% para o Paraguai, com inflação controlada em 1,9%. Já o Brasil deve crescer 1,9%, em um cenário de juros elevados com a Selic em 14,75%.
A apresentação do relatório ocorreu em Assunção, durante evento de comemoração dos 25 anos da CCPB.



